Nomes da Fotografia (II) – Ansel Adams
Ansel Adams (São Francisco, 20 de Fevereiro de 1902, Carmel-by-the-Sea, 22 de Abril de 1984), quase que não foi o fotógrafo e ambientalista reconhecido em todo o mundo. Não fosse o apoio e incentivo do magnata e patrono das artes Alfred Bender, talvez Ansel Adams tivesse feito carreira como pianista de concerto, sua primeira vocação e para qual praticou durante doze anos. Felizmente, dizemos nós, acabou por escolher a fotografia como carreira.
Além de fotógrafo, foi um grande defensor da conservação da natureza. Imagens como as que registou das marcantes paisagens do seu amado Parque Yosemite, em que o elemento humano está praticamente ausente, mereceram de Henri Cartier-Bresson este comentário: “O mundo está a cair aos pedaços e tudo o que Adams e Weston fotografam são rochas e árvores”.
Com isto foi acusado de retratar uma natureza idealizada mas a verdade é que essa ausência humana representa uma pureza intocada pela mão do homem e que é preciso preservar. Às suas fotos também se recrimina o facto de serem extremamente técnicas, já que Adams as manipulava em laboratório desde o clique inicial até à impressão final, mas o seu propósito era extrair e realçar todos os pormenores da paisagem ou motivos fotografados. Criou a técnica “Sistema de Zona” (Zone System), cujos princípios e métodos podem ler aqui (em inglês).
Fez também parte de um grupo, que ajudou a criar, denominado f/64. O nome vem de uma abertura muita reduzida da lente que assim proporciona uma grande profundidade de campo desde que haja um tempo de exposição suficientemente longo para captar a luz ambiente.
Em suma, foi um dos maiores fotógrafos de sempre, um defensor da natureza e um grande mestre que deixou um legado inigualável.
(Podem ver aqui mais detalhes acerca da sua vida e obra: http://www.anseladams.com/index.html)





